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terça-feira, 17 de março de 2015

Mary e Max - Uma Amizade Diferente (Mary and Max) - 2009


Pontuações:
Pontuação no Filmow: 4.5
Pontuação no Imdb: 8,2
Pontuação no Rotten Tomatoes: 95%

Trailer:

Quotes:

Narrador: Os olhos de Mary Dinkle eram da cor de lama. E a sua marca de nascença, da cor de cocô. Era Sábado a tarde e ela estava entediada. Mary queria ter um amigo para brincar de "cavalinho". Seu anel furta-cor, que foi brinde de uma caixa de cereais, estava cinza. O que segundo a tabela, queria dizer que ela estava pensativa, inconscientemente ambiciosa ou com fome.

Narrador: E o seu melhor amigo, Ken, recitou um poema em sua homenagem. "Nascido em um celeiro nas colinas de Boronia, Ralph viveu uma vida longa, e morreu de pneumonia."

Narrador: Enquanto isso um homem chamado Max Horowits também assistia "Os Noblets". A televisão pequena de Max tinha imagem, mas não tinha som. Sua televisão grande, tinha som, mas não tinha imagem. Ele tinha 44 anos e gostava de "Os Noblets" porque eles viviam em uma estrutura social definida e articulada, com uma conformidade aderente e constante e também porque eles tinham muitos amigos.

Narrador: Max não sabia nada sobre o amor. Era tão estranho a ele quanto mergulhar e ele tinha uma histórico espantoso de entender tudo errado. Num dia dos namorados ele deu a Zelda Glutnik um presente que ele achou ser muito apropriado. A única companhia que já havia esquentado a cama de Max, era sua bolsa de água quente. Romance e amor era uma lingua misteriosa da qual ele havia desistido. Antes Mary tivesse perguntado como funciona uma torradeira ou pedido uma explicação da Teoria do Caos. Antes tivesse uma equação matemática para o amor. Ele continuou comendo e pensando. Mas o amor não era como o cubo mágico de Max. Não podia ser resolvido. E por qualquer angulo que ele analisasse, os resultados eram negativos. Ele sentia o amor, mas não conseguia articulá-lo. Sua lógica era tão estranha a ele quanto... um sanduíche de salada. As estrelas faziam mais sentido. A ansiedade e o estresse eram demais. A inescruptabilidade do amor finalmente venceu, e o cérebro de Max se rendeu.

Max Jerry Horowitz: Cara Mary, segue anexa a minha coleção completa de "noblets" como sinal do meu perdão. Quando recebi seu livro, as emoções no meu cérebro pareciam estar numa maquina de lavar, se batendo uma nas outras. A dor foi parecida quando grampeei meus lábios acidentalmente. A razão pela qual eu a perdoo é porque você não é perfeita. Você é imperfeita, e eu também. Todos os humanos são imperfeitos, até o homem da frente do meu prédio que suja a rua. Quando eu era jovem, queria ser qualquer pessoa menos eu mesmo. O Dr. Bernard Hazelhof disse que, se eu estivesse em uma ilha deserta, eu teria que me acostumar com a minha própria companhia, só eu e os cocos. Ele disse que eu teria que me aceitar, com meus defeitos e tudo, e que nós não escolhemos nossos defeitos. São parte de nós e temos que conviver com eles. Mas nós podemos escolher nossos amigos e eu fico feliz em ter escolhido você. O Dr. Bernard Hazelhof também disse que a vida de todos é como uma grande calçada. Algumas são bem pavimentadas. E outras, como a minha, têm rachaduras, cascas de banana e guimbas de cigarro. A sua calçada é como a minha, mas provavelmente sem tantas rachaduras. Com sorte, um dia nossas calçadas vão se encontrar e vamos dividir uma lata de leite condensado. Você é minha melhor amiga. Você é minha única amiga. Seu amigo virtual americano, Max Jerry Horowitz. PS: Achei o emprego perfeito numa empresa de pesquisas. Tudo que tenho de fazer é comer coisas e marcar no papel.

Narrador: Ele cheirava alcaçuz e livros antigos, ela pensou, enquanto lagrimas escorriam dos seus olhos da cor de poças de lama.

Citação Final: Deus nos deu parentes... Graças a Deus nos podemos escolher nossos amigos. - Ethel Mumford

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